BH É AFROINDÍGENA

BH é Afroindígena é uma série documental que revela os caminhos e protagonismos afroindígenas em Belo Horizonte, evidenciando suas contribuições para a formação da cidade. Por meio de quatro episódios, apresenta as trajetórias de mulheres que atuam na preservação cultural, na liderança comunitária e na mobilização política. O trabalho reafirma a capital mineira como território vivo de memórias, resistências e presenças afroindígenas.

6/2/20253 min read

BH É AFROINDÍGENA

BH é Afroindígena propõe revelar os caminhos afroindígenas na cidade de Belo Horizonte, destacando protagonismos cotidianos que contribuem para o reconhecimento da diversidade étnico-racial que compõe a capital mineira e o Brasil. A pesquisa investigou as heranças e contribuições das populações negra e indígena na formação e no desenvolvimento da cidade, estreando em 2023.

Em formato de série, composta por quatro episódios de 30 minutos cada, o trabalho apresenta entrevistas com quatro mulheres significativas para suas comunidades e territórios: Vânia, Adana Kambeba, Nadir (Dona Dirinha) e Irene. Nascidas em Belo Horizonte ou migrantes que adotaram a cidade como lar, elas contribuem de maneira expressiva para suas comunidades e para a preservação e promoção das culturas afroindígenas.

Nadir - Dona Dirinha
Antes de morar na Serra, Dona Dirinha viveu em Betim e na Cabana do Pai Tomás. Iniciou sua trajetória de liderança na Vila do Cafezal, conciliando o trabalho na associação de moradores com o de empregada doméstica, além de cuidar dos cinco filhos. Atuou no conselho fiscal entre 2000 e 2008 e foi presidente da associação de 2008 a 2010, período em que chegou a representar cerca de 6 mil famílias.

Adana Kambeba
Além de sua atuação em partos humanizados e da participação em congressos em defesa das pautas indígenas, em Belo Horizonte, Adana Kambeba fala com orgulho de seu povo, os Omágua — “o povo das águas” — para onde pretende retornar em um futuro próximo. Na entrevista, explica a origem do nome “Kambeba”, atribuído ao seu povo devido à prática ancestral de remodelagem craniana, e destaca a contribuição dos Omágua para a humanidade por meio do conhecimento sobre o látex extraído da seringueira. Ao apresentar objetos produzidos com esse material, Adana compartilha as histórias, grafismos e formas que marcam o artesanato de seu povo.

Vânia
Nascida em Belo Horizonte, Vânia passou a primeira infância no bairro Horto. Aos três anos, mudou-se com a família para o bairro São Geraldo, onde vive até hoje. Cursou todo o ensino básico em uma escola localizada no Parque Municipal. Desde cedo circulava pelo centro da cidade, embora seu sentimento de pertencimento tenha se fortalecido mais recentemente. Guarda na memória as idas para comer pastel com a tia, em uma pastelaria próxima ao Mercado Central, e relembra com afeto os bailes soul que frequentava na juventude.

Irene
Originária do povo Aymara, da Bolívia, encontrou no Brasil possibilidades de atuação artística, política e social. Desde 2018 integra o Comitê Indígena Mineiro, desenvolvendo diversas ações em Belo Horizonte e em outros municípios. É também idealizadora da feira Expo Abya Yala, realizada na Praça Afonso Arinos, reunindo diversos produtores e configurando-se como a primeira feira indígena da cidade.

FICHA TÉCNICA

Direção de projeto: JONATA VIEIRA; Direção: JONATA VIEIRA e NAYARA LEITE; Curadoria e pesquisa: IRENE, JONATA VIEIRA e NAYARA LEITE; Assistência de direção: GABRIEL MENDES; Produção Executiva: HYU OLIVEIRA; Direção de Produção: GABRIEL MENDES; Assistência de Produção: TÉPHA NASCIMENTO; Direção de Fotografia: BERNARD MACHADO (BENÉ); Segunda Câmera: ARTUR RANNE; Captação de som: PRIS CAMPELO; Fotografia Still: CLARA OLAC; Social Media: JOVIANE AIYÊ; Montagem: GABRIEL MENDES; Consultoria de pós e Montagem: JOSÉ CURY; Edição de som e Mixagem: GUILHERME ABU-JAMRA; Projeto Gráfico e Identidade Visual: JOYCE ROMIE; Ilustração: GABRIELA CORREIA CARDOSO; Animações: JOYCE ROMIE; Libras: JANE SILVA; Motorista: GUY PIRES JR; Assessoria de Imprensa: BRAMMA BREMMER; Catering: SOL MARKES e MR. JONES FOOD; Música da abertura: O REI DE TUPANGA - ICONILI; Texto/Poesia da abertura: JONATA VIEIRA.

Agradecimentos: Parque Ecológico da Pampulha; Belo Horizonte Film Commission; Montívia; Avelin Buniacá Kambiwá; Iconili; Marina Rosa; Sandra da Silva; Sérgio Luiz Santana; Beatriz Alvarenga; Dona Belinha.