SEX TAPE

SEX TAPE integra a Trilogia Pós-Pornô do TeAto do Amanhã, ao lado de BANHEIRÃO e CINEMÃO, pesquisa sobre corpo, desejo, sexualidade e intimidade a partir da apropriação crítica das linguagens da pornografia. A peça site-specific em formato digital e inspirado nos reality shows, a obra transforma a exposição e a participação do público em jogo teatral, refletindo sobre a experiência das telas durante a pandemia e a retomada do encontro presencial.

6/2/20253 min read

SEX TAPE é uma peça digital do TeAto do Amanhã, estreada em 2021, criada especialmente para o universo virtual durante o período de transição entre a experiência pandêmica e a retomada da vida presencial. A obra integra a Trilogia Pós-Pornô, conjunto de trabalhos desenvolvido pela companhia durante seus primeiros cinco anos de atuação, ao lado de BANHEIRÃO e CINEMÃO.

A trilogia constitui uma pesquisa do TeAto do Amanhã sobre corpo, desejo, sexualidade, intimidade, exposição e os modos como essas experiências são atravessadas pela cultura contemporânea. O conceito de pós-pornô é tomado pela companhia como uma estratégia artística de apropriação, deslocamento e ressignificação das linguagens e imaginários associados à pornografia. Em vez de reproduzir simplesmente a lógica pornográfica, os trabalhos utilizam seus códigos, dispositivos de exposição e formas de representação do desejo para tensionar questões relacionadas ao corpo, às identidades, às relações de poder, ao consumo de imagens e à própria construção social da intimidade. A trilogia, assim, situa o corpo e o desejo como campos de experimentação artística, crítica e política.

Em SEX TAPE, essa pesquisa encontra o universo dos reality shows e da cultura da exposição. O espetáculo apresenta um programa de competição no qual o público é convidado a votar e escolher a nova estrela da fictícia produtora ArtSexy, que promete um prêmio de 500 mil reais. A estrutura de competição, a convocação do espectador e o exagero característico dos programas televisivos constroem um “reality ao avesso”, no qual as fronteiras entre realidade e ficção, intimidade e espetáculo, participação e consumo são constantemente tensionadas.

Criada após 18 meses de pandemia e depois de diversas experiências desenvolvidas pelo TeAto do Amanhã no ambiente virtual, a peça incorpora a própria tecnologia como matéria de criação, sendo um trabalho site-specific. O digital aparece simultaneamente como possibilidade de encontro, ferramenta de produção artística, espaço de exposição e dispositivo de controle e saturação. A obra parte, portanto, de uma experiência concreta daquele período para debochar e refletir sobre a presença cada vez maior das telas e das plataformas digitais na vida cotidiana.

Ao mesmo tempo em que anuncia a retomada do encontro presencial, SEX TAPE reconhece que determinadas experiências digitais permaneceriam como parte da vida cultural. A peça transforma esse momento de passagem em matéria cênica: celebra a possibilidade do reencontro, mas também olha criticamente para os dispositivos que mediaram os corpos durante o isolamento.

Dentro da Trilogia Pós-Pornô, SEX TAPE amplia a investigação do TeAto do Amanhã sobre o corpo e o desejo ao deslocá-los para o território da televisão, da cultura digital e da participação do público. É uma obra sobre exposição e espetáculo, mas também sobre a experiência de viver, criar e desejar através das telas.

SINOPSE

Um reality show está prestes a começar. O público é convocado a votar e escolher a nova estrela da ArtSexy, uma fictícia produtora de filmes que promete um prêmio de 500 mil reais. Entre competição, exposição, desejo e espetáculo, SEX TAPE transforma a linguagem dos reality shows em um jogo teatral digital. Integrante da Trilogia Pós-Pornô do TeAto do Amanhã, ao lado de BANHEIRÃO e CINEMÃO, a obra investiga corpo, sexualidade, intimidade e exposição a partir da apropriação crítica dos códigos da pornografia e de suas formas de representação. Criada durante a transição entre a pandemia e a retomada da vida presencial, a peça constrói um “reality ao avesso” para celebrar, debochar e questionar a experiência digital que atravessou os corpos durante o isolamento.

FICHA TÉCNICA

Direção e Dramaturgia: JONATA VIEIRA; Elenco: NDPCON, SOL MARKES, JONATA VIEIRA, JOVIANE e HYU OLIVEIRA; Voz: NAYARA LEITE; Figurino: NDPCON; Produção: ROLÊ MARAVILHA; Assistência de produção: GABRIEL MENDES; Design: JONATA VIEIRA. 


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